5 de março, 2024

Retomando o prazer de ser quem se é

Last Updated on 10/11/2025 by Bea Galvão

Há momentos na vida em que, para nos sentirmos pertencentes ou merecedoras de determinadas situações, vamos abrindo mão de pequenas doses de nós mesmas. Ao contrário do que pode parecer, este processo não é algo que costuma acontecer de uma hora para a outra. Trata-se, na verdade, de algo muito sutil e, por isso mesmo, difícil de ser percebido quando está em seus primórdios.

Em determinadas ocasiões, são alguns “nãos” dos quais abrimos mão de dizer, por exemplo. Passado algum tempo, esses “nãos” não ditos, transformam-se em “só mais uma vez” e, logo, em “por que não?”

Movimentos diluídos na cotidianidade do dia a dia, que não nos permitem ter uma real dimensão do quanto da nossa essência está sendo desperdiçada.

E caminhamos pela vida de forma quase distraída, muitas vezes tropeçando nas pedras e sem nos atentarmos à beleza do caminho. Até que…

Até que...

Até que algo dentro de nós grita pedindo atenção e socorro, e não raras vezes, o Universo se manifesta com sua tempestade de símbolos à nossa volta.

É a Vida gritando para voltar a ser VIDA!

Podemos ignorar os primeiros sinais dentro de nós: aquela voz tímida que diz, titubeante, “estou aqui”.

Como se fora mais uma pedra no caminho, buscamos enterrar a voz da forma que podemos, e não é difícil nos distrairmos das coisas que realmente importam, vivendo neste mundo tão líquido.

Mas porque a Vida teima em querer ser vivida, os sinais passam a despertar à nossa volta: problemas maiores que, de repente, temos de resolver: quebras, decepções, rupturas e até doenças entram aqui, como sinais de coisas essenciais para as quais deveríamos estar prestando a atenção, ao invés de elegermos viver uma vida distraída nos “por-que-nãos” do cotidiano.

A verdade, entretanto, é que nada disso precisaria ser assim.

Nada disso precisaria ser assim...

Quando percebemos nosso padrão de comportamento na vida e os sinais que costumam surgir à nossa volta a cada vez que começamos a nos abandonar, consciente ou inconscientemente, fica mais fácil de frearmos este círculo vicioso e atuarmos de forma mais gentil com nossa própria Essência interna: ouvindo e prestando atenção àquela voz que estava tentando dizer:

“Estou aqui, cuida de mim.”

“Estou aqui, deixe-me cuidar de você.”

Prompts de Journaling para te guiar...

Pegue seu caderno de journaling, escreva as perguntas abaixo e as responda, escrevendo:

  • Para qual situação atual eu preciso dar um BASTA agora mesmo?
  • Qual é a PALAVRA exata que precisa ser dita neste momento e para quem?
  • Qual é o aspecto da minha vida, neste momento atual, cuja verdade eu estou evitando olhar?
  • Qual é a ATITUDE que eu preciso tomar agora mesmo no sentido de melhorar esta situação?

Eu não escrevo estas linhas sob o ponto de vista de alguém que vive uma vida perfeita, ou de quem tem todas as respostas para todos os problemas. Apenas escrevo sob o ponto de vista de alguém que se lançou no caminho do autodesenvolvimento há algum tempo, que continua mergulhando nestas águas e, quem sabe, também possa lhe ajudar neste processo.

Neste blog, a partir de agora, pretendo compartilhar algumas experiências e reflexões acerca do processo de autoconhecimento contínuo, seja a partir de vivências próprias, seja compartilhando parte dos meus conhecimentos sobre os Arquétipos e outras ferramentas que, a meu ver, são essenciais ao nosso processo de individuação ou, em outras palavras, à DELÍCIA DE TORNARMO-NOS CADA VEZ MAIS QUEM SOMOS.

(No meio do caminho, também penso em compartilhar um pouco da minha Arte, já que o processo criativo também faz parte da minha própria essência.)

Dá-me sua mão.
Tome fôlego e um bocado de ânimo. Vai ser profundo… e divertido.
Vamos juntas?

Se te inspira, narrative-se!

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© Bea Galvão | beagalvao.com

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